
Polo de Aviz - Complexo de Ciências Humanas e Artes da Universidade de Évora
O lugar é uma parcela de planície alentejana, marcada pela história e pelo avançar da urbanidade, numa área de expansão da cidade de Évora, tendo como referência o recinto amuralhado e o aqueduto como linha de horizonte. A nova avenida, marca o nosso tempo e a linha de expansão do urbano, em respeito pelo forte que continua a guardar o espaço natural que o envolve.
Da interpretação da leitura do lugar resultou a criação de limites / fronteiras entre a nova via e a área verde que circunda e protege o forte e o aqueduto. Para trás desta linha, a mancha prevê uma fragmentação volumétrica e uma cércea mais baixa, indiciando uma ideia de diluição do edificado pela mancha verde. Os dois edifícios deveriam assumir-se na paisagem, marcando claramente a frente da avenida, e ser absorvidos pela mancha verde do lado oposto. Na mancha proposta pelo programa, dois elementos apresentavam-se com demasiada força, tendendo a ser as próprias referências do projecto, elementos que se nos afiguraram como fortuitos, ou pelo menos sem relação com o espaço físico, por outro lado, a simetria que o vazio entre os dois edifícios provoca, que ao ser assumida pelo projecto tornaria este ponto como o mais importante, desequilibrando o conjunto relativamente à avenida e à porta de Aviz.
A referência de ambos os edifícios é claramente a porta de Aviz e o recinto amuralhado de Évora.
Ambos os edifícios se impõem nesse sentido e se diluem nos restantes, e principalmente para o terreno envolvente ao forte.
Esta diluição dos edifícios no terreno pretende, por um lado, que sejam outras áreas do edifício a se imporem, por outro, não alteram a posição sobranceira do forte relativamente ao espaço que o envolve.
A relação que os edifícios terão com esse terreno, deverá ter também valências diversas. Enquanto na fachada voltada a poente, a relação deverá ser quase contemplativa, de observação, convidando o forte a um papel mais activo como motor de vivências e acontecimentos; já o espaço entre os edifícios deverá fundir-se com o edificado, penetrar entre eles aproximando-os e deixando-se contaminar pelo edificado.
O lugar é uma parcela de planície alentejana, marcada pela história e pelo avançar da urbanidade, numa área de expansão da cidade de Évora, tendo como referência o recinto amuralhado e o aqueduto como linha de horizonte. A nova avenida, marca o nosso tempo e a linha de expansão do urbano, em respeito pelo forte que continua a guardar o espaço natural que o envolve.
Da interpretação da leitura do lugar resultou a criação de limites / fronteiras entre a nova via e a área verde que circunda e protege o forte e o aqueduto. Para trás desta linha, a mancha prevê uma fragmentação volumétrica e uma cércea mais baixa, indiciando uma ideia de diluição do edificado pela mancha verde. Os dois edifícios deveriam assumir-se na paisagem, marcando claramente a frente da avenida, e ser absorvidos pela mancha verde do lado oposto. Na mancha proposta pelo programa, dois elementos apresentavam-se com demasiada força, tendendo a ser as próprias referências do projecto, elementos que se nos afiguraram como fortuitos, ou pelo menos sem relação com o espaço físico, por outro lado, a simetria que o vazio entre os dois edifícios provoca, que ao ser assumida pelo projecto tornaria este ponto como o mais importante, desequilibrando o conjunto relativamente à avenida e à porta de Aviz.
A referência de ambos os edifícios é claramente a porta de Aviz e o recinto amuralhado de Évora.
Ambos os edifícios se impõem nesse sentido e se diluem nos restantes, e principalmente para o terreno envolvente ao forte.
Esta diluição dos edifícios no terreno pretende, por um lado, que sejam outras áreas do edifício a se imporem, por outro, não alteram a posição sobranceira do forte relativamente ao espaço que o envolve.
A relação que os edifícios terão com esse terreno, deverá ter também valências diversas. Enquanto na fachada voltada a poente, a relação deverá ser quase contemplativa, de observação, convidando o forte a um papel mais activo como motor de vivências e acontecimentos; já o espaço entre os edifícios deverá fundir-se com o edificado, penetrar entre eles aproximando-os e deixando-se contaminar pelo edificado.
Promotor
Universidade de Évora
Concurso
Setembro de 2000
Arquitectura e Engenharias
Matéria Modular, Arquitectura lda
Informal, projectos lda
Classificação
9º Classificado